Jogue uma rosa no asfalto para eu me perguntar se é por obituário
Quanto tempo se levou para tocarem em seu armário
Se sua fé o ungiu as luzes ou foi lançado ao purgatório
E quanto choro sincero escorreu em silêncio em seu velório
Quem sabe a linda rosa tenha caído de um buque farto
de um jovem casal se conhecendo em embaraços
Depois contavam estrelas quando os beijos davam um curto intervalo
Será que havia cartão romântico e a rosa combinava com o laço?
Talvez a pequena rosa seja fugitiva de um jardim cercado
Seus espinhos a favor do vento lutaram contra o arame farpado
Ela se cansou da admiração sem atrito, lacrimejava em orvalho,
pois amor lhe era proibido, não ser podada algo muito raro
Como esta rosa tão frágil pôde furar o pneu do meu carro?
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