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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Utopia

Jogue uma rosa no asfalto para eu me perguntar se é por obituário

Quanto tempo se levou para tocarem em seu armário

Se sua fé o ungiu as luzes ou foi lançado ao purgatório

E quanto choro sincero escorreu em silêncio em seu velório

Quem sabe a linda rosa tenha caído de um buque farto

de um jovem casal se conhecendo em embaraços

Depois contavam estrelas quando os beijos davam um curto intervalo

Será que havia cartão romântico e a rosa combinava com o laço?

Talvez a pequena rosa seja fugitiva de um jardim cercado

Seus espinhos a favor do vento lutaram contra o arame farpado

Ela se cansou da admiração sem atrito, lacrimejava em orvalho,

pois amor lhe era proibido, não ser podada algo muito raro

Como esta rosa tão frágil pôde furar o pneu do meu carro?

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