Marcadores

terça-feira, 23 de setembro de 2014

LSD

Ao subir,
Na dispersão dos problemas,
Invocado por algum canto arterial
Parece o mundo outro, mas não se engane.
Ele ainda é não merece nem uma dose
Dessa euforia sentida que implora 
Para ser entendida. 
Não se canaliza um mar revolto.
Minha recomendação para o uso do veneno é
Descanalize, Descarnalize

Há quem engula cores
E respire sons,
Confortados em febre,
Oferendando a sanidade
Para receber a graça sublime.

Há em quem surja
Um animo para viver
Qualquer vida, qualquer mundo,
Inclusive o próprio,
Que, no momento, parece derreter.

Há quem faz de si um desconhecido ou
Um grande amigo vindo de longe
Em busca de diversão.

Há os que engolem a chave
De estomago cheio e mente vazia,
Personificando apenas os restos do almoço.
E talvez desfrutem até melhor dessa regurgitação
Do que muitos um banho quente.
O pior dos insatisfeitos é o perfeccionista.

Há quem instiga e se procura,
Por vezes se encontra e vibra.
E quem foge pelas variantes de sorrisos
Carteando um baralho de damas,
E também encontram, mesmo perdidos.
(Quem não está?)

No mundo visível
Uns tem estilo,
E os outros não
Devem se preocupar com isto.

Eis quem joga a própria mascara
Na boca da moral faminta
Que tenta tirar lição
Do que estamos desaprendendo.
Provincianos,
Feito garotinhos com nojo da mulher nua.

Há quem engasgue com o alimento.
E também quem morre de fome.
Há quem rejeite comida pela aparência ou receio
E quem banqueteia sem cerimônia

Há quem existe
E não resiste a vontade
De saber o gosto que
A consequência da loucura tem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário