Na dispersão dos problemas,
Invocado por algum canto arterial
Parece o mundo outro, mas não se engane.
Ele ainda é não merece nem uma dose
Dessa euforia sentida que implora
Para ser entendida.
Não se canaliza um mar revolto.
Minha recomendação para o uso do veneno é
Descanalize, Descarnalize
E respire sons,
Confortados em febre,
Oferendando a sanidade
Para receber a graça sublime.
Há em quem surja
Um animo para viver
Qualquer vida, qualquer mundo,
Inclusive o próprio,
Que, no momento, parece derreter.
Há quem faz de si um desconhecido ou
Um grande amigo vindo de longe
Em busca de diversão.
Há os que engolem a chave
De estomago cheio e mente vazia,
Personificando apenas os restos do almoço.
E talvez desfrutem até melhor dessa regurgitação
Do que muitos um banho quente.
O pior dos insatisfeitos é o perfeccionista.
Há quem instiga e se procura,
Por vezes se encontra e vibra.
E quem foge pelas variantes de sorrisos
Carteando um baralho de damas,
E também encontram, mesmo perdidos.
(Quem não está?)
No mundo visível
Uns tem estilo,
E os outros não
Devem se preocupar com isto.
Eis quem joga a própria mascara
Na boca da moral faminta
Que tenta tirar lição
Do que estamos desaprendendo.
Provincianos,
Feito garotinhos com nojo da mulher nua.
Há quem engasgue com o alimento.
E também quem morre de fome.
Há quem rejeite comida pela aparência ou receio
E quem banqueteia sem cerimônia
Há quem existe
E não resiste a vontade
De saber o gosto que
A consequência da loucura tem.
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