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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Epifenômeno

Epifenômeno
Foi, nalguns minutos,
A moça de fone
Na frente, no ônibus
Que mal cabia apertado
Meu ódio reprimido
Minha sombra cai ao lado
Mas o lado fazia do carro um paraíso
Dessa vez.
Dessa vez
Não queria nem descer no meu ponto.
Desci, como sempre, muito supondo.

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