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domingo, 28 de abril de 2013

Bandeira branca, ou...

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Bandeira branca,
Rogo nesta guerra “transparente”,
Nesta guerra (invisível)
Que assistimos todos os dias.

Suplico igualdade entre os povos, mesmo que,
Nem de longe, eu, queira ser a tua semelhança.
Tampouco arrastar meus dias sendo como sou,
Ser por ser ou não ser para ser...
Como não quero, mas nem posso não querer.
Reles escravo de guerra.

Eu quero trégua sem indenização,
Eu quero a liberdade sem burocracia.
O futuro não compensará seculos de fome,
Mas como se compensa seculos de fome?
Meu Deus, como? Como?
Essa é a questão, com ou sem oração.
Queria eu com toda a energia que poderia gastar,
Que minha gente se movesse igual movem suas maquinas,
Sua economia, o move e não comove,
Continuo estagnado.

Não precisamos dessa semi-preocupação
De quem quer mudar o mundo,
Mas não quer que o mundo mude
Envelopam e enviam seus sonhos para uma vitrine
Que não tenho o dólar para quitar.
É nessa que o pobre se ilude.
Nos vendem drogas, que,
De longe são mais viciantes e nocivas
Do que qualquer uma que nós lhe vendemos,
Sem impostos ou correção monetária,
E ainda mais pura e saudável que McDonalds.

A “inteligência” não deveria jogar
Ninguém ao topo da democracia.
Inteligente é quem reconhece o nada que, ainda, somos.
Malditos fascistas burros.
Quem dera se nos livrassem
Com a mesma facilidade que tem para nos prender,
Já que se diz autoridade.
Ai de mim poder exorcizar os meus demônios
Com a mesma frieza que, tu, joga teu lixo fora.
Sabe,
Surra-lo feito meu dia.
Usá-lo feito minhas mamas.
Humilha-lo feito feito minhas vestes.
Mata-lo feito minha fome.
E sorrir feito quem agradece a dádiva da vida.
Apenas para ver
Suas lágrimas escorrendo pelos tabloides
Buscando falsa justiça para cair sobre mim,
Que absorvo a culpa, às lágrimas,
Como rosas que caem sobre o toureiro.

Demitiu o pobre quando ele não carregava mais a caixa.
Desmentiu seu Deus porque ele parou de fazer milagres.
Mas, caixas com milagres funcionário não abre.
Não tenho mais forças para pedir a Deus,
Peço então, a ti, patrão.
Tréguas, quanto antes melhor.
Antes que eu perca a cabeça
E lhe de um tiro na cara.

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