Eu sou assim, propício a mancadas.
Veneno de meu próprio espírito,
Empírico a ação se difere da mente racionalizada,
Ou mente chapada.
Eu sou assim, propício a decepção.
Minha carência é meu umbigo,
Amigos são os pulmões.
Para ações não egoístas, mascara é sugestão.
Não veja meu rosto nu, odeio causar frustração.
Eu sou assim, propício a vaidade.
Com meu trajeto me identifico.
Fico muito mais vivo alcançando estabilidade.
Um elogio é nocivo, meu ego estufa com novidade,
Preciso estabilizar a minha personalidade.
Eu sou assim, propício a bobeiras.
Estudo para ser algo que nunca fui,
Minhas paixões não dão futuro, não que eu o queira.
A vida é assim, não é estrada, é esteira.
Então renuncio tudo em prol de bebedeiras.
Eu sou assim, propício ao precipício.
Não sou burro, sei o que não entendo.
Olhando vestígios me tornei um resquício
De um mundo que não muda, muda seus vícios.
É somente na poesia que me sinto inteiriço,
Escrevo o que não dá futuro para me sentir parte disso.
Eu acho.
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