Sexta-feira, minha ruptura.
Não sei se rompo para repor o rombo,
Efeito da usura e monocultura.
Mas ninguém salva uma semana de tombo
Com um fim de semana de surra.
Eu acordo no trabalho,
Eu durmo embriagado.
Eu acordo embriagado de trabalho toda sexta.
Eu durmo dando trabalho embriagado toda sexta.
(Dei para mim o direito de sair da rotina nas sextas para
fumar, beber, fuder, e essas coisas que, por falta de criatividade, fazemos em
noites de sextas que não aguentamos mais pensar, e já é noite. Porém, não
aguentarmos mais pensar? Pense bem, pensamos para terceiros a semana inteira
sem autonomia alguma. Por nós ninguém pensa, ou pensa que pensa, porque eu
penso diferente. Pensem bem, ainda não pensaste esta semana).
Sexta-feira, minha monotonia.
O dia que ganho descanso merecido sem mérito algum.
O dia que vou além, passo dos limites de forma comum.
O dia para conhecer de tudo, e assim, tornar-me mais um.
Sexta-feira, minha oportunidade.
Oportunidade que só é útil aos oportunos.
Usarei a meu favor esse eufórico ruído noturno,
Que tanto me alegra e me maltrata.
Pensarei fora do eixo, fora da caixa, fora da sexta.
Vou me jogar para fora e entender o tempo fora da sexta.
Talvez segunda sintam a minha falta.
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