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domingo, 17 de março de 2013

Fred, indefinido


Fred, o esquisito
Todos gostavam dele por ver que ele gostava de todos.
A metade da laranja, da maçã ou qualquer outra fruta.

Fred, grande filha da puta
A traição é um paradoxo quando parte do coração
Trai a si mesmo, uma mulher, talvez duas,
Valores éticos e religião
Não posso esquecer-me de dizer, nunca o vi traindo a vida

Fred, insanidade é uma saída
O mundo não é de Fred,
Apesar de Fred ser dono do mundo.
As horas voam, garrafas secam e isto cobra cada segundo,
Outras drogas aceleram o processo,
Geralmente é até positivo.

Fred destrói o mundo e não deixa vestígio
Suas culpas incendiárias são, somente, cargas negativas
Mas a alegria que traz cobre qualquer lareira destruída
E deixa todos no lucro até em suas trapaças

Fred, vítima de suas próprias farsas
Entendeu como Caeiro,
Que o mundo é do tamanho de que vemos.
Fechou os olhos, criou seu mundo e
Ensinou liberdade para nós ingênuos.
Confesso que tentei fechar os olhos, mas,
Não devo ter imaginação o suficiente

Fred cumpre a lei de forma negligente
Sempre olha para que nada esteja errado
Para fazer tudo errado e não sair arrependido.
Ultimamente anda tão certo.
A busca do lucro muito caro tem saído
Lembre-se, o preço da taça não é o preço de quem brinda

Fred, minha eterna carta coringa

Enfim,
Só sei de Fred que nós somos, de forma gritante,
Diferentes.
Ninguém é nada para ninguém, se,
O melhor de si é barrado por dentes.
Para todo e qualquer diálogo, casado e sem interrupção,
Fred forja o conteúdo do assunto,
Assim como qualquer um que se propõe a um diálogo sem discussão,
Fred é a melhor pessoa do mundo.

sexta-feira, 8 de março de 2013

A cara que sexta tem


Sexta-feira, minha ruptura.
Não sei se rompo para repor o rombo,
Efeito da usura e monocultura.
Mas ninguém salva uma semana de tombo
Com um fim de semana de surra.

Eu acordo no trabalho,
Eu durmo embriagado.
Eu acordo embriagado de trabalho toda sexta.
Eu durmo dando trabalho embriagado toda sexta.
(Dei para mim o direito de sair da rotina nas sextas para fumar, beber, fuder, e essas coisas que, por falta de criatividade, fazemos em noites de sextas que não aguentamos mais pensar, e já é noite. Porém, não aguentarmos mais pensar? Pense bem, pensamos para terceiros a semana inteira sem autonomia alguma. Por nós ninguém pensa, ou pensa que pensa, porque eu penso diferente. Pensem bem, ainda não pensaste esta semana).

Sexta-feira, minha monotonia.
O dia que ganho descanso merecido sem mérito algum.
O dia que vou além, passo dos limites de forma comum.
O dia para conhecer de tudo, e assim, tornar-me mais um.

Sexta-feira, minha oportunidade.
Oportunidade que só é útil aos oportunos.
Usarei a meu favor esse eufórico ruído noturno,
Que tanto me alegra e me maltrata.
Pensarei fora do eixo, fora da caixa, fora da sexta.
Vou me jogar para fora e entender o tempo fora da sexta.
Talvez segunda sintam a minha falta.