Fred, o esquisito
Todos gostavam dele por ver que ele gostava de todos.
A metade da laranja, da maçã ou qualquer outra fruta.
Fred, grande filha da puta
A traição é um paradoxo quando parte do coração
Trai a si mesmo, uma mulher, talvez duas,
Valores éticos e religião
Não posso esquecer-me de dizer, nunca o vi traindo a vida
Fred, insanidade é uma saída
O mundo não é de Fred,
Apesar de Fred ser dono do mundo.
As horas voam, garrafas secam e isto cobra cada segundo,
Outras drogas aceleram o processo,
Geralmente é até positivo.
Fred destrói o mundo e não deixa vestígio
Suas culpas incendiárias são, somente, cargas negativas
Mas a alegria que traz cobre qualquer lareira destruída
E deixa todos no lucro até em suas trapaças
Fred, vítima de suas próprias farsas
Entendeu como Caeiro,
Que o mundo é do tamanho de que vemos.
Fechou os olhos, criou seu mundo e
Ensinou liberdade para nós ingênuos.
Confesso que tentei fechar os olhos, mas,
Não devo ter imaginação o suficiente
Fred cumpre a lei de forma negligente
Sempre olha para que nada esteja errado
Para fazer tudo errado e não sair arrependido.
Ultimamente anda tão certo.
A busca do lucro muito caro tem saído
Lembre-se, o preço da taça não é o preço de quem brinda
Fred, minha eterna carta coringa
Enfim,
Só sei de Fred que nós somos, de forma gritante,
Diferentes.
Ninguém é nada para ninguém, se,
O melhor de si é barrado por dentes.
Para todo e qualquer diálogo, casado e sem interrupção,
Fred forja o conteúdo do assunto,
Assim como qualquer um que se propõe a um diálogo sem
discussão,
Fred é a melhor pessoa do mundo.