O distante
Não importa
Enquanto instante
Enquanto o tempo resta
Antes do sono
Depois de tudo
A canseira me pega
E nada importa
O dia não voltará
E não há nada que impeça a vinda do dia
Não importa
Se vivi direito
Ou vivi o suficiente
O agora escoa
Na sombra de minha vaguidão
No breu total
Nada me guia,
Nada me cobra, mas não faço caso
Em desordem tanto faz
Se a vida me foge ou fujo da vida
Se os convites me foram dados
Se os bares estão cheios,
De risos tolos.
Que as puras estejam arreganhadas
Se perco ou ganho
Se fui rei ou vítima
Que esteja presentemente feliz na memória de alguém
Em qualquer lugar possível
Que o mundo me dê tudo
Pelo simples correr de meus passos
Não importa.
Nocauteado de pensamentos
O que vem de mais concreto é o vento, quase imperceptível
No resto neutro da realidade.
Apagou o tesão
Passou a fome
Secou as lágrimas
Perdeu a graça.
Vago
Sem necessidades ou vontades
No caos do instante
Faço-me distante
Encontro paz,
Esta por sua vez acolhe-me
Encontro posição na cama
Fecho os olhos
E durmo.
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