Marcadores

sábado, 23 de maio de 2015

Qual será o mistério que fiz,
para eu fazer mais,
Que lhe traz aqui
a toda minha atenção
para dançar com minha fumaça
Projetando bela sombra feminina na parede
a dominar um corpo em êxtase,
Derramando um exercito de formigas no meu peito
Com a suavidade de uma mão carinhosa,
Mergulhar em meus olhos e
entranhar-se em meu querer
para satisfazer sua própria vontade nossa,
essa vontade que derrete e escorre e
é indissoluvelmente nossa,
O que será que fiz?
Diga-me, diga-me
para eu fazer mais.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Trago
o mesmo sangue pulsado,
pisado, de que nasci.
O coração a bombar,
é o mesmo a bambear e bombardear
as próprias veias.

Neste rubro vivo
estendo a minha memória,
não a recorto,
e, assim, absoluta, sinto-a latejar
neste eterno presente
onde
minha ânsia
é vida que no peito ainda bate
e meu remorso
É leucemia maligna.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

A vida é como o cigarro
Primeiro você quer aprender a fumar,
depois a desaprender