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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Trago
o mesmo sangue pulsado,
pisado, de que nasci.
O coração a bombar,
é o mesmo a bambear e bombardear
as próprias veias.

Neste rubro vivo
estendo a minha memória,
não a recorto,
e, assim, absoluta, sinto-a latejar
neste eterno presente
onde
minha ânsia
é vida que no peito ainda bate
e meu remorso
É leucemia maligna.

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