Sou hipócrita experiente,
Daqueles que sabe onde tudo termina.
No infinito dos desejos
Dos desejos infinitos
Sou desleixo exigente
Conquistando com muito esforço
Uma paz espiritual, um equilíbrio
Em meio à insegurança de espírito
Sou dúvida convincente
Que reproduz para sentir que produz
E produz para compensar o que não se
diz.
Não diz a si o que lhe é convicto
Sou órfão inerente
Esperando um futuro indolor e
silencioso
Culpando culpados do passado
Para justificar todos meus vícios
Sou fortaleza transparente
Que venço o mundo e perco para mim
todos os dias.
Busco luz na minha obscuridade
Para ter a opção de negar o explícito.
Sou rebelde complacente
Que se diferencia em seu ideal comum de
sair da rotina
E descarta o conforto para ter
regalias.
Engasgo ao me engolir sendo mais um
mesquinho.
Sou apelo não urgente
Uma má gestão de mim mesmo
Que conduz prioridades a esmo
E cada promessa feita são reles
palavras de um corrompido.
Sou sorte de um azar pendente
Consequência desse eterno impasse
livre
Que se embala nas ruínas de meu
declive
E cansado tenta se alimentar num pomar
infrutífero.
Sou anti-lei vigente
Que nega o mais lindo sonho
Supondo ordem no que me é imposto
Diálogo abertamente restrito.
Sou ódio prudente
Que não insiste para, assim, se convencer.
Legitima farsa que se vangloria ao
Ganhar espaço no vazio.
Sou frustração prepotente
Maior que a fome só tenho o ego
Maior que a fé só a cruz que carrego
Gozando de ter meu alicerce nesse
precipício.
Sou escravo presidente
Lutando pela abolição da decisão,
Por falta de dores
Ou amores definitivos.
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