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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Balada

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Foi mais uma festa cheia de espíritos medianos
Classe média
De beleza média.

Na escuridão que ilumina a alma
Na pista, rodando sem sair do lugar.
Viajando sem sair do lugar.

A primeira impressão é a que fica
A mascara que calça fica,
Não importa,
Todas suas mascaras tem a tua cara.

E naquela noite,
Naquela festa,
Qualquer mascara se personifica
Ao espírito se esvaziar.

O medo e a censura,
virtudes infantis, ditas para amadurecer,
Não são bem vindas e dormem a sós em casa.

A misericórdia perde seu sentido
E o sentido de nada ter sentido ganha corpo,
Então o corpo se entrega aos sentidos.

É a vida se saciando por si só,
Assim, como quando nasceu num estalo do universo
E fez de si mesma destruição.

Ali, imaginem só,
Vários universos em destruição,
Todos consumidos pela desigualdade dos desejos.

Adornados hierarquicamente
Pela fragilidade sincera da razão.
Nessa hora, quando há tentativa de se sobrepor
Que nasce a maldade, mesmo sem esta ser desejada

Há como dizer que demônios não existem?
Nem o mais intelectual cético conseguiria negar
O ódio que se cria dentro daquela alegria casual.

Mesmo assim,
Há gratidão só por seu mundo colidir e não perder a rota,
O prazer de não estar sozinho.
Fé correspondida pela compreensão.

E aqueles belos universos,
Como a beleza extrema de qualquer constelação,
Também contemplam e sentem nossos impactos.

Dançam lindamente,
Naquele espaço,
Naquela órbita,
Rodando sem sair do lugar

Foi naquela festa,
Feita para esquecer da vida,
Revelou-se a mim o que nunca foi escondido.

Sobre a vida,
A verdadeira,
Como ela é muito melhor e pior do que sentimos
Durante a sobriedade.

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