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Não, não gosto de falar sobre mim.
Prefiro o chão gelado,
A parede áspera,
A pia molhada,
O banheiro escorregadio,
O sofá, que sofá?
A cadeira bamba
Naquela maldita sala empoeirada,
Mesmos que todas estas coisas não se
sintam assim.
Não há nas coisas sentido oculto,
Não há sentido algum a
Não ser o que damos a elas
E é pelo que tenho sentido
Que prefiro não falar de mim, mas
Atribuir isto nas coisas
Que não sofrem de decepção.
Já eu, eu sou vulnerável.
Sou pele quente arisca,
Pele lisa e fraca,
Um bicho que só vive seco,
Leve o suficiente para ser
desequilibrado,
Pesado demais até para o descanso,
Incomodado dentro de minha fortaleza por
uma simples matéria sem tamanho.
Que absorve isto e o oposto, e
Inventa demasiadamente.
Não, não gosto de falar sobre mim,
Sinto muito.
Mas agora, com licença,
Preciso fazer uma faxina.
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