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terça-feira, 26 de abril de 2016

É como passamos o tempo no intervalo
Do trampo, que dura, no máximo, um dia pro outro:
Avançando mais um grau de ansiedade,
Lendo quase nada do que vemos.
Procurando apressadamente
Uma massagem no ego e uma
Descansadinha no cérebro.
Corra ou perderá o afiamento de sua opinião;
A revista semanal agora é a todo minuto,
Publicada no bolso,
O drama também, além da
Sua chave mestra.
Que solução
Para esse mundo tímido e seleto,
Violento e inofensivo,
Abundante para além de horizontes.
A realidade está obsoleta
Comparada a tela.
As pessoas estão cansadas dessa realidade morta,
Cansados de seus sonhos mortos,
Cansados da necessidade de argumentos para
Também se chegar a porra de conclusão alguma.
Cansados de seus frustrantes feitos.
Cansados de provarem que não conseguem provar nada.
Entendo perfeitamente,
Não têm comparação os dois ares,
Aqui a atmosfera vibra com nossa singularidade
e a justiça é reproduzida naturalmente.
Todos têm direito a voz, ao silêncio
A imagem, ao conteúdo, a crítica
Todos têm propriedade e muitos amigos.
Aqui todos têm tudo o que quiserem,
Todos possuem os bolsos cheios de moedas de ouro que eu sei.
A ilusão reina,
A ideologia é a utopia;
Venham homenagear a nova rainha
Estabelecendo a Era da Ilusão.
Já que a áspera realidade,
períodos totais de nossa existência
que tentamos não reparar,
Está condenada.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Ai, a situação.
Não sei se sou população ou uma plateia
a segurar palmas e tomates
povoando para além de uma ficção central.

Também seguro uma balança nos olhos, mas
O mundo não cabe nela.
Nem minha fita métrica.
Sei apenas de mim, peso e altura.

Sofro, não sei se compensa.
Estou confuso, não sei se é permitido.
Tenho dúvida de minhas certezas,
Certo apenas que nunca acertei
Mesmo comemorando tanto.

Foi só me distrair que fiquei alegre,
Mais um pouco estaria de roupas novas.
na fila de uma loja que vende felicidade.

Aproveitando que a felicidade está em ver beleza nas coisas 
mercadores enfrascaram tudo e puseram um código de barras na bunda.
Se existe uma marca
ela certamente vende beleza 
para compradores de faltas, consumistas de ausência.
A beleza é ração dos carentes.
Foda é que ela não é fabricada nos corações generosos das pessoas,
E sim na ferocidade narcisista de cada um,
O que é manipulado facilmente pelos marqueteiros psicopatas/psicólogos
A partir de regras de três
Para pagarem seus respectivos alugueis,
Assim como pago o meu. (daí, para eles, o sentido de justiça?)

Aquém da cena principal,
Nós copistas seguimos emocionados,
mais por estarmos dentro de um teatro
do que com a própria peça.
Mais pela posição de 'querer ser',
do que a mediocridade de apenas 'ser'.
Por estarmos mais próximos do palco,
da materialização da vida
da vida material.

E seguem sem alma,
Comprando personalidades na bolsa de valores.
Sou contra esse tipo de valorização,
Não serei um vendido,
Mas mesmo assim tenho meu preço,
Menos que tanto eu não aceito, não posso,
Eu não consigo
sobreviver.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

A revolução nasce depois das 19h

Segunda já nasce
Zumbindo no pé da orelha
Quem dera fosse só fase
Que passasse como água passa areia
Infelizmente essa é a base,
É a vida e vivemos nessa teia,
Assim como a lua nova
Vive dentro da lua cheia.
Penso em mandar tudo à ova
Pela preguiça injustiçada que em todo cedo me permeia.
Mas se passou das nove,
Já é mais de nove meia.
Com vontade de nada a obrigação me move

Sem mais tempo pra choradeira... 

...Voltei do serviço,
uma dia não volto mais
e não volto porque não vou,
enfim, perdi até a rima,
mas uma hora não perco mais!