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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Ai, a situação.
Não sei se sou população ou uma plateia
a segurar palmas e tomates
povoando para além de uma ficção central.

Também seguro uma balança nos olhos, mas
O mundo não cabe nela.
Nem minha fita métrica.
Sei apenas de mim, peso e altura.

Sofro, não sei se compensa.
Estou confuso, não sei se é permitido.
Tenho dúvida de minhas certezas,
Certo apenas que nunca acertei
Mesmo comemorando tanto.

Foi só me distrair que fiquei alegre,
Mais um pouco estaria de roupas novas.
na fila de uma loja que vende felicidade.

Aproveitando que a felicidade está em ver beleza nas coisas 
mercadores enfrascaram tudo e puseram um código de barras na bunda.
Se existe uma marca
ela certamente vende beleza 
para compradores de faltas, consumistas de ausência.
A beleza é ração dos carentes.
Foda é que ela não é fabricada nos corações generosos das pessoas,
E sim na ferocidade narcisista de cada um,
O que é manipulado facilmente pelos marqueteiros psicopatas/psicólogos
A partir de regras de três
Para pagarem seus respectivos alugueis,
Assim como pago o meu. (daí, para eles, o sentido de justiça?)

Aquém da cena principal,
Nós copistas seguimos emocionados,
mais por estarmos dentro de um teatro
do que com a própria peça.
Mais pela posição de 'querer ser',
do que a mediocridade de apenas 'ser'.
Por estarmos mais próximos do palco,
da materialização da vida
da vida material.

E seguem sem alma,
Comprando personalidades na bolsa de valores.
Sou contra esse tipo de valorização,
Não serei um vendido,
Mas mesmo assim tenho meu preço,
Menos que tanto eu não aceito, não posso,
Eu não consigo
sobreviver.

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