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terça-feira, 26 de abril de 2016

É como passamos o tempo no intervalo
Do trampo, que dura, no máximo, um dia pro outro:
Avançando mais um grau de ansiedade,
Lendo quase nada do que vemos.
Procurando apressadamente
Uma massagem no ego e uma
Descansadinha no cérebro.
Corra ou perderá o afiamento de sua opinião;
A revista semanal agora é a todo minuto,
Publicada no bolso,
O drama também, além da
Sua chave mestra.
Que solução
Para esse mundo tímido e seleto,
Violento e inofensivo,
Abundante para além de horizontes.
A realidade está obsoleta
Comparada a tela.
As pessoas estão cansadas dessa realidade morta,
Cansados de seus sonhos mortos,
Cansados da necessidade de argumentos para
Também se chegar a porra de conclusão alguma.
Cansados de seus frustrantes feitos.
Cansados de provarem que não conseguem provar nada.
Entendo perfeitamente,
Não têm comparação os dois ares,
Aqui a atmosfera vibra com nossa singularidade
e a justiça é reproduzida naturalmente.
Todos têm direito a voz, ao silêncio
A imagem, ao conteúdo, a crítica
Todos têm propriedade e muitos amigos.
Aqui todos têm tudo o que quiserem,
Todos possuem os bolsos cheios de moedas de ouro que eu sei.
A ilusão reina,
A ideologia é a utopia;
Venham homenagear a nova rainha
Estabelecendo a Era da Ilusão.
Já que a áspera realidade,
períodos totais de nossa existência
que tentamos não reparar,
Está condenada.

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