Viciado em você
meu sorriso é um nóia
que não sai da boca
Meus queridos vegetais:
quarta-feira, 8 de julho de 2020
sábado, 29 de setembro de 2018
[CONSELHO]
a infelicidade está na negligência.
aquela irresponsabilidade que rasga na consciência.
o que deixou de fazer,
o que fez mal feito, ou
porque disse isso? porque não disse?
aquela irresponsabilidade que rasga na consciência.
o que deixou de fazer,
o que fez mal feito, ou
porque disse isso? porque não disse?
o sofrimento do mundo é tolerável.
a verdadeira dor mora na culpa.
o tempo passou e você foi derrotado mais uma vez.
a verdadeira dor mora na culpa.
o tempo passou e você foi derrotado mais uma vez.
quer ser feliz?
Não fode.
Não fode.
sempre tem um que nasceu antes. ou chegou primeiro
para nos enganar
teus olhos romperam como um lacre foi quando? então,
mal inaugurou esse enxergamento colorido e
já o chama de consciência.
saco cheio dúvidas com preguiça de ter dúvidas,
ar que enche a sacola do mercado antes dos pacotes.
para nos enganar
teus olhos romperam como um lacre foi quando? então,
mal inaugurou esse enxergamento colorido e
já o chama de consciência.
saco cheio dúvidas com preguiça de ter dúvidas,
ar que enche a sacola do mercado antes dos pacotes.
vê, vê, vê e vê
sem perceber que o mundo e maior que si.
por só olhar espelhos,
por só encontrar no mundo as falhas que está si mesmo.
se engradeceu demais,
e desconsidera a cidade e seu ar seco.
sem perceber que o mundo e maior que si.
por só olhar espelhos,
por só encontrar no mundo as falhas que está si mesmo.
se engradeceu demais,
e desconsidera a cidade e seu ar seco.
fingidor de certezas,
as telas da TV pulsam pra você,
os panfletos promocionais vibram em tua presença,
os politicos te sorriem e o felicita
e os donos das lojas e fábricas te abraçam e te beijam.
as telas da TV pulsam pra você,
os panfletos promocionais vibram em tua presença,
os politicos te sorriem e o felicita
e os donos das lojas e fábricas te abraçam e te beijam.
mas sozinho é como um morto,
uma visão apavorada com a auto-imagem
que é mais fácil não ver.
uma visão apavorada com a auto-imagem
que é mais fácil não ver.
de que valeu lhe abrir os olhos?
minha liberdade espreguiça na
medida que disrrezo as rezas que já rezei.
que disprezo aquilo que já prezei.
e desprendo a quilos que me preguei.
medida que disrrezo as rezas que já rezei.
que disprezo aquilo que já prezei.
e desprendo a quilos que me preguei.
e ainda nem vejo nítido,
e ainda nem digo claro,
e ainda nem sinto tanto.
e ainda nem digo claro,
e ainda nem sinto tanto.
mas o prazer de uma conversa vale uma vida inteira
e mais três horas de espera.
a gente tolera o que o Beto fala na Igreja dele
porque também temos os nossos crentes
e a nossa fé.
reconhecer-nos ingênuos é o maior ato de amor ao próximo.
reconhecer que até mesmo amar é vaidade.
e mais três horas de espera.
a gente tolera o que o Beto fala na Igreja dele
porque também temos os nossos crentes
e a nossa fé.
reconhecer-nos ingênuos é o maior ato de amor ao próximo.
reconhecer que até mesmo amar é vaidade.
mas há um tipo de felicidade que vive no neutro, e não no outro.
que habita as conversas simples do dia a dia, e me encandeia.
que circula as horas sozinhas pelos caminhos
e se intesinfíca em risadas despropositadas e sem sentido
que mesmo eu, 99,9% ignorância, consigo assimilar
e ter meu desejo de viver mais e mais intocado.
que habita as conversas simples do dia a dia, e me encandeia.
que circula as horas sozinhas pelos caminhos
e se intesinfíca em risadas despropositadas e sem sentido
que mesmo eu, 99,9% ignorância, consigo assimilar
e ter meu desejo de viver mais e mais intocado.
Já a evolução é só uma consequência lúdica,
praticamente teatral, de equilibrar
as descobertas sujas que fazemos sobre o mundo
nesse meio tempo de existir sabendo.
é uma eterna pavimentação de nossa própria ladeira
praticamente teatral, de equilibrar
as descobertas sujas que fazemos sobre o mundo
nesse meio tempo de existir sabendo.
é uma eterna pavimentação de nossa própria ladeira
minha liberdade espreguiça na
medida que disrrezo as rezas que já rezei.
que desprezo aquilo que já prezei.
e desprendo os quilos que me preguei.
medida que disrrezo as rezas que já rezei.
que desprezo aquilo que já prezei.
e desprendo os quilos que me preguei.
e ainda nem vejo nítido,
e ainda nem digo claro,
e ainda nem sinto tanto.
e ainda nem digo claro,
e ainda nem sinto tanto.
seja eu o paladar infantil que se refina
ou o rio seco cheio de memórias, reservo-me
para além de uma caixinha lotada de papéis canetados.
esvazio-me para fazer parte do todo,
e complementar o nada.
ou o rio seco cheio de memórias, reservo-me
para além de uma caixinha lotada de papéis canetados.
esvazio-me para fazer parte do todo,
e complementar o nada.
maldito poder de merda
ao descobrir uma porta secreta no vale doce da Sucussena Sonhara Paraisense o menino Arnaldo não hesitou em puxar a maçaneta. vagava perdido por muito, tipo Alice ou Parrish, numa selva mágica ou apenas desconhecida que foi completamente sugada para dentro da portícula que funcionou mais ou menos como um aspirador de pó dos deuses. tudo ficou branco como num clipe musical com orçamento baixo restando apenas um bilhete em cima duma cadeira toda branca. *teu prêmio por suportar vivo adversidade por adversidade do Vale Doce da Sucussena Sonhara Paraisense será voltar a terra de teus pais no mesmo instante que partiu buscando por aventuras. ah, também lhe darei um poder, o que desejar. atenção: uma chance, um desejo. beijos, ninguém.*. Arnaldinho fugiu de casa porque sua familia nao o entendia e também porque ele nao entendia sua familia como bem descreveu o brega do Renato Russo. cerrou os olhos, tapando aquela coloração azul que tanto encanta as professoras do pré, e pensou, como quem fabríca, as seguintes palavras: quero ler pensamentos.
Conheci Arnaldo agora a pouco ali no centro. ele perguntou se a minha latinha estava vazia. pedi pra ele esperar um pouco, ainda havia uns goles. então nesse tempo me contou sua história, já faziam 30 anos desdisso. impressionado eu perguntei se ele não utilizava seu poder em benefício próprio. Arnaldo respondeu:
-Que poder? ninguém pensa.
Conheci Arnaldo agora a pouco ali no centro. ele perguntou se a minha latinha estava vazia. pedi pra ele esperar um pouco, ainda havia uns goles. então nesse tempo me contou sua história, já faziam 30 anos desdisso. impressionado eu perguntei se ele não utilizava seu poder em benefício próprio. Arnaldo respondeu:
-Que poder? ninguém pensa.
ração no pote
"...Qual o problema d’eu querer explodir tudo? Pelo caminho que fiz parece o mais sensato a se fazer. Ou me contentar, fazer o que. Fingir que minha árvore genealógica inteira adorou sacrificar suas vidas como mão de obra barata e viverem do mínimo para bancar a vantagem do playboy. Dizer que honro tal esforço com minha felicidade de suvenir. Consumir, consumir e consumir mais um pouco até eu não lembrar mais que as pessoas felizes estão destruindo o planeta. Aceitar que eu patrocino essa fortuna desregulada, o apocalipse ambiental e acreditar que meu singular esforço é o avanço da luta. Acredito na luta, mas não consigo comemorar nada vendo que se um pobre deseja algo (que provavelmente é um ideal asséptico imposto), tem que se focar por anos, olhando as infinitas possibilidades de vida vazando, e isto equivale a uma atitude impulsiva do burguês e no fim, lá se vai a vida. E são a maioria do mundo e a maioria em condições que me impossibilitam de reclamar da minha sorte. Gosto de viver e ver as coisas, de aprender, de pensar, de sentir tudo isto e ainda buscar seja lá o que for. Mas é muita tiração, tipo, enquanto isto os ricos continuam lindos, vivendo bem as nossas custas e achando natural e criticando, feito um gato ingrato ganhando carinhos e ração no pote. Não, eu não te odeio. Eu não te conheço. Alguns gatos eu chego até a amar. Mas qual o problema de explodir tudo? Eu nem consigo mesmo haha é que seria tão prático. Ou você vai parar de comer a ração no pote?"
ouvi boatos teus,
estão contando seus erros por aí.
até agora foram quatro,
erros nossos foram quantos?
estão contando seus erros por aí.
até agora foram quatro,
erros nossos foram quantos?
eu
que amava você errada,
você em fúria
descomposta, maluca, desnorteada,
a olhar com a raiva
de quem perde algo importante
e se gasta à recompor-se.
tão humana.
que amava você errada,
você em fúria
descomposta, maluca, desnorteada,
a olhar com a raiva
de quem perde algo importante
e se gasta à recompor-se.
tão humana.
eu
que era a te olhar inteira
a te ouvir toda,
restou-me denúncias equivocadas
dos erros que nao cometeu,
mas que todo mundo comete.
que era a te olhar inteira
a te ouvir toda,
restou-me denúncias equivocadas
dos erros que nao cometeu,
mas que todo mundo comete.
inversão dolorida,
perdi as tuas dúvidas
e sobraram as dúvidas sobre ti
como a transparência turva de um vidro fragmentado.
não mexo e não me corto
mais.
perdi as tuas dúvidas
e sobraram as dúvidas sobre ti
como a transparência turva de um vidro fragmentado.
não mexo e não me corto
mais.
ouvi boatos teus
que já não sei quem é
e fiquei curioso pra teconhecer.
ouvi boatos teus
e durante a porra do dia inteiro
acordado sonhei com lembranças.
que já não sei quem é
e fiquei curioso pra teconhecer.
ouvi boatos teus
e durante a porra do dia inteiro
acordado sonhei com lembranças.
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