ao descobrir uma porta secreta no vale doce da Sucussena Sonhara Paraisense o menino Arnaldo não hesitou em puxar a maçaneta. vagava perdido por muito, tipo Alice ou Parrish, numa selva mágica ou apenas desconhecida que foi completamente sugada para dentro da portícula que funcionou mais ou menos como um aspirador de pó dos deuses. tudo ficou branco como num clipe musical com orçamento baixo restando apenas um bilhete em cima duma cadeira toda branca. *teu prêmio por suportar vivo adversidade por adversidade do Vale Doce da Sucussena Sonhara Paraisense será voltar a terra de teus pais no mesmo instante que partiu buscando por aventuras. ah, também lhe darei um poder, o que desejar. atenção: uma chance, um desejo. beijos, ninguém.*. Arnaldinho fugiu de casa porque sua familia nao o entendia e também porque ele nao entendia sua familia como bem descreveu o brega do Renato Russo. cerrou os olhos, tapando aquela coloração azul que tanto encanta as professoras do pré, e pensou, como quem fabríca, as seguintes palavras: quero ler pensamentos.
Conheci Arnaldo agora a pouco ali no centro. ele perguntou se a minha latinha estava vazia. pedi pra ele esperar um pouco, ainda havia uns goles. então nesse tempo me contou sua história, já faziam 30 anos desdisso. impressionado eu perguntei se ele não utilizava seu poder em benefício próprio. Arnaldo respondeu:
-Que poder? ninguém pensa.
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