Sou tão miserável
Que um baseado basta
Para me trincar as ideias.
Em minha cabeça explodem bombas
Como em filmes sem sentido
aliviando-me da tensão
desgostosa de elaborar.
Que um baseado basta
Para me trincar as ideias.
Em minha cabeça explodem bombas
Como em filmes sem sentido
aliviando-me da tensão
desgostosa de elaborar.
Se saisse hoje
Só iria arrumar treta,
Não foi meu dia,
E é sempre assim, treta.
As ruas me desestancam
Até sangrar os olhos,
Hemorragia interna
De tanto me ver nos outros.
Horríveis como uma confissão.
Só iria arrumar treta,
Não foi meu dia,
E é sempre assim, treta.
As ruas me desestancam
Até sangrar os olhos,
Hemorragia interna
De tanto me ver nos outros.
Horríveis como uma confissão.
O reflexo do espelho humano
Não se maquila ou faz pose.
Estar perto, hoje, para mim,
Seria enxergar um doente terminal,
A respiração
Funcionando graças a grande máquina.
Os dizeres sinceros
Saindo de nossas bocas,
As preocupações tão outras
e tão menores e tão longe
de alguma chance,
Ninguém ouvindo
E mentindo sempre ao afirmar.
Sumindo sem nos importarmos
o suficiente para conseguir respostas.
Hoje não quero,
Quero sentir um pouco de amor a vida.
Não se maquila ou faz pose.
Estar perto, hoje, para mim,
Seria enxergar um doente terminal,
A respiração
Funcionando graças a grande máquina.
Os dizeres sinceros
Saindo de nossas bocas,
As preocupações tão outras
e tão menores e tão longe
de alguma chance,
Ninguém ouvindo
E mentindo sempre ao afirmar.
Sumindo sem nos importarmos
o suficiente para conseguir respostas.
Hoje não quero,
Quero sentir um pouco de amor a vida.
Mais invisíveis
que qualquer propaganda,
Cada um com seu estilo
De esperar a morte e
Acreditar na vida.
(E me pergunto pra que eu sofri tanto com politica,
Culpa dessas salas fechadas em que só
podemos imaginar todo funcionamento).
A democracia do seculo do eu
É você votando em você mesmo,
E se não há você, então
Não importa, não é boa.
A única compaixão
é com o espelho,
Aquele que não controlamos
Os músculos faciais
E que anda sem rumo,
Presenteamos os de nossa volta
com perdões egoístas,
Para dignificarmos nossa vergonha.
Hoje não vão me ferir
E sonharei com uma solução
Para todos nós
No sofá da sala.
Pois não há compaixão
Com os iguais que não sinto o cheiro.
Impossível imaginar a realidade.
Ja em mim, no infinito de mim
tudo é familiar.
que qualquer propaganda,
Cada um com seu estilo
De esperar a morte e
Acreditar na vida.
(E me pergunto pra que eu sofri tanto com politica,
Culpa dessas salas fechadas em que só
podemos imaginar todo funcionamento).
A democracia do seculo do eu
É você votando em você mesmo,
E se não há você, então
Não importa, não é boa.
A única compaixão
é com o espelho,
Aquele que não controlamos
Os músculos faciais
E que anda sem rumo,
Presenteamos os de nossa volta
com perdões egoístas,
Para dignificarmos nossa vergonha.
Hoje não vão me ferir
E sonharei com uma solução
Para todos nós
No sofá da sala.
Pois não há compaixão
Com os iguais que não sinto o cheiro.
Impossível imaginar a realidade.
Ja em mim, no infinito de mim
tudo é familiar.
Só sei que
Somos o mesmo que
Qualquer coisa
Com a diferença
Da razão que serve
Para sofrer inutilmente,
A mesma que
permite sonhar inutilmente
E também saber inutilmente
Que somos o mesmo
Que qualquer vida
Com a desvatagem de pensar nisso.
Somos o mesmo que
Qualquer coisa
Com a diferença
Da razão que serve
Para sofrer inutilmente,
A mesma que
permite sonhar inutilmente
E também saber inutilmente
Que somos o mesmo
Que qualquer vida
Com a desvatagem de pensar nisso.
Eu vi caminhos
Como as formigas
Também os vêem.
E não tenho a sorte dos peixes
Que não são devorados
Por serem muito pequenos.
Como as formigas
Também os vêem.
E não tenho a sorte dos peixes
Que não são devorados
Por serem muito pequenos.
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