Marcadores

sábado, 29 de setembro de 2018

Não me diga seu adeus, assim,
sem queimar a terra
depois da lavra
quem pulsa desejo de chuva
ama o céu negro
que brilha, assusta
e estrala
minha sede
é dessa água
que tu saliva,
que tu se lava.
da tua boca
quero essa
tua língua
com gosto de
mil palavras
não me diga seu adeus, assim,
sem antes
cavar uma vala

Nenhum comentário:

Postar um comentário