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sábado, 29 de setembro de 2018

o mundo é uma constante.
nossa narrativa não
e eu já vi louco
ressucitar e
da mais fruto
que jabuticabeiro
em dia do garçom.
se reiventar
feito aureville
num auge de
inspiração.
tantas vezes
esmagado
por palavras feitas
para preencher silêncios
que aprendi a prender
minha atenção à direção vazia
que o cachorro late
nesses dias que
nos faltam aventura.
questiono-me
se estou agindo
ou reagindo,
se sou a bolinha,
o tiro da bolinha,
o slingshot,
o return lane,
ou flipperbat
dentro desse fliperama.
mas todas as noite
para sempre,
se tivermos sorte,
teremos a mesma pergunta
sem resposta:
quantas estrelas há no céu?
e se tivermos sorte,
todas noites
para sempre
gastaremos
no esforço de contá-las.
e nossa história
que é só nossa
nunca será
sobre a quantia de estrelas,
mas sobre o prazer
que é contá-las,
o prazer que é
evoluir os números,
o prazer que é
dar uma tarefa nova
a cada dia
pro mesmo Sol

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