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sábado, 29 de setembro de 2018

Fixado corpo na poltrona
e os olhos em imagens mortas
com humanidades balançantes,
Enquanto a parede viva
atrás de mim
silencia imóvel suas experiências.
A rua também não inventa sons,
Escuto os ecos
dela e
das pessoas
que não sei bem de onde veio
e para onde vão.
Reconheço-me
por instantes
no espelho sujo,
mas não nas fotografias.
Como posso reconhecer
os outros
também incapazes de
dizer de si?
Os passáros
não cantam em resposta
Os rios não correm
de ninguém,
Nem os vulcões
erguem-se por vingança.
Nem o ventre
cria
sem sêmem
ou a terra
sem semente.
Nada se resolve,
Pois tudo morreu.
Nada se resolve
Por nunca terminar.
Somos escravos
que não come do que colheu.
Somos escravos
forçados a semear.

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