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sábado, 29 de setembro de 2018

Como um fio de cabelo no lanche
é mais nojento do que a exploração do trabalhador?
Como uma mansão limpa
equivale a cinco almas uniformizadas?
Como se respeita alguém
colaborando para esse ter a vida que você não deseja?
Como o medo de perder um celular
torna as pessoas juízes andando na rua
a verem ladrões ao invés de vulnerabilidade?
Como um assassino de pobre pode ser
visto como um trabalhador digno de honra?
Como assim alguém se basta nela mesma
se é feliz só após digitar uma senha na maquininha?
Esse sentimento não é pena,
é medo de se tornar igual.
Tudo bem, não querem ver.
Mas a visão é apenas um dos sentidos,
Sentirão nem que for pelos outros quatro.
Foda-se transição se tudo é transição,
cada angustiante batida de cartão ponto,
cada dor muscular acumulada
Transitando de membros
De minutos.
Como um mano disse,
não é porque é necessário
que é indispensável.
Se é sólido, meu camarada,
Essa porra desmancha no ar.
Queimemos todo covil politico,
qualquer prédio de funcionalismo público
e seus análogos privados.
as leis, as dividas, o crédito e a sugestão da equipe de publicidade,
Eliminemos toda origem do adestramento civil.
Esvaziemos as lojas, peguem o que quiser,
Destrua as casas dos ricos, seus carros,
seus diplomas, suas fotos de fim de semana
e gritem em seus ouvidos até esquecerem
que um dia zelavam pela ordem
E cumpriam bem seu papel social.
Depois descansem, olhem para suas mãos
e reflitam no que fizemos.

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