nesses tempos tenho pensado muito com a cabeça dos outros. to com o lombo torrado de passar o dia ruminando no pasto das informações. escuto discussões alheias saindo da minha própria boca. e realmente eu não tenho certeza de absolutamente nada. tenho medo. tenho pressa. sinto como se passeasse no pátio dos sonhos. amarrado. e com vontade de cagar. e quando acordar será tarde demais.
A verdade é que, apesar de ter armas, não tenho escudo nessa guerra de moral. nesses tempo sou um sonambulo tarado. com a consciência distraída. acompanho o uso das leis como um fiel que acompanha o pastor na bíblia, naquela parte da vingança divina. acompanho o jogo desleal como torcida em final de campeonato. E canto vermelho, que isso fique claro. que minhas lágrimas caem sobre uma bandeira vermelha!
Eu to sonhando aqueles sonhos que a gente vive outra vida. como numa encenação, com iscriptis, leitura de roteiro, coisa e tal. luto por uma glória do que desgosto. porque estou com medo. quero estar no bando. não se esqueçam, eu tenho lado. é esquerda!
É identico mesmo a sonhos esses momentos. estamos sendo atacados numa guerra nuclear e, de repente, aparecemos tomando café numa calçada em Paris sem nem perceber a alteração da cena. dizem que isto uma defesa da consciência, como uma resistência que esquenta até certo ponto e desliga automatica antes de queimar. Confesso que é o maior prazer quando a consciência desliga, mas é um baita desperdício com esse tiquinho de tempo que é a vida. logo mais nesses dias que minha consciência anda sem autonomia nenhuma. Ela anda quente como a resistencia. Ela esquenta vermelho. É vermelho porra!
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