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sábado, 29 de setembro de 2018

minha liberdade espreguiça na
medida que disrrezo as rezas que já rezei.
que disprezo aquilo que já prezei.
e desprendo a quilos que me preguei.
e ainda nem vejo nítido,
e ainda nem digo claro,
e ainda nem sinto tanto.
mas o prazer de uma conversa vale uma vida inteira
e mais três horas de espera.
a gente tolera o que o Beto fala na Igreja dele
porque também temos os nossos crentes
e a nossa fé.
reconhecer-nos ingênuos é o maior ato de amor ao próximo.
reconhecer que até mesmo amar é vaidade.
mas há um tipo de felicidade que vive no neutro, e não no outro.
que habita as conversas simples do dia a dia, e me encandeia.
que circula as horas sozinhas pelos caminhos
e se intesinfíca em risadas despropositadas e sem sentido
que mesmo eu, 99,9% ignorância, consigo assimilar
e ter meu desejo de viver mais e mais intocado.
Já a evolução é só uma consequência lúdica,
praticamente teatral, de equilibrar
as descobertas sujas que fazemos sobre o mundo
nesse meio tempo de existir sabendo.
é uma eterna pavimentação de nossa própria ladeira
minha liberdade espreguiça na
medida que disrrezo as rezas que já rezei.
que desprezo aquilo que já prezei.
e desprendo os quilos que me preguei.
e ainda nem vejo nítido,
e ainda nem digo claro,
e ainda nem sinto tanto.
seja eu o paladar infantil que se refina
ou o rio seco cheio de memórias, reservo-me
para além de uma caixinha lotada de papéis canetados.
esvazio-me para fazer parte do todo,
e complementar o nada.

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