fazemos
péssimos planos.
assisti os melhores filmes
com atecedencia,
gastei o brócolis
todo no almoço,
fumei a ultima
cartela de cigarro inteira
num único sopro.
e escolhi uma sinta
que arrebenta
antes de lacrar
minha circulação.
péssimos planos.
assisti os melhores filmes
com atecedencia,
gastei o brócolis
todo no almoço,
fumei a ultima
cartela de cigarro inteira
num único sopro.
e escolhi uma sinta
que arrebenta
antes de lacrar
minha circulação.
não sobra nada,
além duma vida inteira.
além dos copos sujos
em cima da pia
e uma sede maior
que a louça limpa.
além das meias rasgadas
que deixa
entrar o vento
e vazar meu bem-estar.
além do pé de tomate
implorando agua no quintal
e me fazendo mais promessas.
além de moedas incompletas,
de familia descontente,
de amizades angustiadas,
e de um jogo
do campeonato brasileiro
pra completar a rodada inútil.
além da luta
de segunda-feira
que também promete
qualquer ideia
de amanhã melhor.
não sobra nada
além do constrangimento
a ser superado.
além duma vida inteira.
além dos copos sujos
em cima da pia
e uma sede maior
que a louça limpa.
além das meias rasgadas
que deixa
entrar o vento
e vazar meu bem-estar.
além do pé de tomate
implorando agua no quintal
e me fazendo mais promessas.
além de moedas incompletas,
de familia descontente,
de amizades angustiadas,
e de um jogo
do campeonato brasileiro
pra completar a rodada inútil.
além da luta
de segunda-feira
que também promete
qualquer ideia
de amanhã melhor.
não sobra nada
além do constrangimento
a ser superado.
novamente eu vou descer
as escadas do prédio
com uma escolha
que não deve ser pensada.
com uma escolha guardada
no bolso da camisa,
enquanto dichavo a vida
e dou uns goles.
com uma escolha acarinhada
pelas promessas doces
de alguém entorpe.
uma escolha protegida
para não encerrar
em lágrimas
uma noite tão divertida
como essa que nos propomos.
e sorrir
não pelo amanha melhor,
mas por ainda não ter gasto atoa
a carta na manga
e não sobrar nada
ao nível do jogo emocionante,
mas somente ao
da vida insossa
que não planejamos.
as escadas do prédio
com uma escolha
que não deve ser pensada.
com uma escolha guardada
no bolso da camisa,
enquanto dichavo a vida
e dou uns goles.
com uma escolha acarinhada
pelas promessas doces
de alguém entorpe.
uma escolha protegida
para não encerrar
em lágrimas
uma noite tão divertida
como essa que nos propomos.
e sorrir
não pelo amanha melhor,
mas por ainda não ter gasto atoa
a carta na manga
e não sobrar nada
ao nível do jogo emocionante,
mas somente ao
da vida insossa
que não planejamos.
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