Não é tão belo quanto um sorriso embriagado aos olhos de uma mente entorpecida, mas o que eu tenho é amor ou apenas acreditei, creditei e me fudi. Não precisa agir como um cego que voltou a enxergar, pois apenas trocou seus óculos. Pena que o foco da minha lente continua o mesmo, porém, umidecido na parte interna. Estou vendo, você sabe. Devemos-nos respeito e não satisfação, assim como dois desconhecidos. Oxi?!. Abandonaria um amigo se pudesse se sentir melhor assim? Não se sentiria melhor tendo o abandonado? Então não entendo a minha função. Talvez pense como se estivesse em uma pesca esportiva, onde a intensidade da batalha para mostrar seu poder ao ter e o pouco tempo de apreciação seja o suficiente para solta-lo. Nem imagina tal pescador como abriu um novo mundo e difundiu toda uma forma de pensar na mente tão pequena de quem nem sequer pisca. Melhor que morrer frito ao menos. Vai chover, hora de voltar. Nem sei para que tantas metáforas molhadas se seu coração parece ser impermeável. Que tal dinheiro? Loteria? Daquele tipo de sujeito que a cada semana vai perdendo um pouco, mas a esperança ou ganância nem o faz perceber que o acumulo das semanas daria um ótimo fim dela. Torrei tudo e nem vi. Também não, conheço e sei que seu coração não é nenhuma maquina de refrigerante. Foda-se as metáforas. A chave literal são palavras que não escuto, as vejo em noites, quase todas. Eu vou divagando sobre isto como uma formiga flutua em um copo meio vazio. Ambos presos em tão pouco sem a mínima noção de como escapar. Apenas vê o seco através do vidro, eu a vejo tão seca, quase ríspida. Através do vidro, Na minha lente de foco único, seguindo as espumas flutuantes que seu barco deixa na água. E só tenho mais seis números e já nem sei se é esperança ou ganância. Sei que não pisco. Sei que sabe.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Retiro do pensamento
As vezes eu sinto como se o mundo fosse meu, e mesmo assim eu perdi todo o controle, vai ver é assim que Deus se sente. Não, é diferente. Meu espelho já está cheio de rugas e de cabelos brancos, são tantos que sinto que ele quer se matar apenas para me ferir, me rogar alguns anos de má sorte, mas, acho que não precisa. Por que o mundo não é meu? Seria não mais fácil jogá-lo fora. Mas, acho que Deus pensa diferente, diferente do meu espelho. Você as vezes se incomoda pelo simples fato de não enxergar o fim do céu? Eu me incomodo muito com isso, e mesmo assim parece que sinto todo seu peso em minhas costas. Consegue se acomodar sabendo que não vai conhecer o mundo inteiro? Então por que vejo as latas meio vazias estáticas dizerem em comunhão que o céu é o limite? Durmam bem crianças. Vai ver é isto que me traz tanto peso, não, isto está divido. E os prédios? Já reparou a movimentação dentro deles? Estão nos centros. Já reparou a movimentação dentro destes? As pessoas vêm e vão toda hora, com o mesmo propósito e sem o mesmo objetivo. Parecem zumbis. Porém não me incomodam, nem me notam e creio que estão dividindo o peso comigo. Vai ver eu também seja um zumbi. Com tanto peso assim estes prédio vão acabar desabando, mas, não me incomoda, nem vão notar e só vão tossir um pouco. Vão acabar criando um vírus que não existe, uma vacina que mata velhos, acabar com o coletivo da espécie de um fazendeiro qualquer e construir novos prédios. Então está tudo bem. Assim vai passando o ano, o ano que será marcado por alguns dias, estes dias que serão recortados para virar boas recordações, estas que farão meu passado, o passado que está em forma de uma cela e me fez prisioneiro sem ao menos conhecer todos os lugares do mundo. Triste. Do dia para noite suas verdades são mentiras, suas ideologias caem e você não tem mais no que se apoiar. O amor se esgota feito poço que de pouco em pouco se extrai uma quantidade do que se é vital, de pouco em pouco o amor vai secando com o consumo viciante. Preferia que fosse água corrente, que se vai e a gente nem percebe e se secar para mim, vai secar para todos. E os amigos? Bando de interesseiros. Não os conheço mesmo possuindo alguns. Posso contá-los na mão, mas será que posso contar com eles? Será que posso contar para eles? Prefiro os zumbis que vem e vão. Porra, eu não posso viver sem amigos, mesmo sendo outro poço ainda mais incerto. Não quero morrer de sede. Quem sabe de poço em poço eu conheça alguns lugares bacanas que por fim me tranquem em uma cela mais confortável e com um teto mais resistente aliviando assim um pouco deste peso. O que meu espelho me diria uma hora dessas? No mínimo que eu pareço um zumbi. E o que Deus me diria uma hora dessas? Droga, Deus não fala.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Utopia
Jogue uma rosa no asfalto para eu me perguntar se é por obituário
Quanto tempo se levou para tocarem em seu armário
Se sua fé o ungiu as luzes ou foi lançado ao purgatório
E quanto choro sincero escorreu em silêncio em seu velório
Quem sabe a linda rosa tenha caído de um buque farto
de um jovem casal se conhecendo em embaraços
Depois contavam estrelas quando os beijos davam um curto intervalo
Será que havia cartão romântico e a rosa combinava com o laço?
Talvez a pequena rosa seja fugitiva de um jardim cercado
Seus espinhos a favor do vento lutaram contra o arame farpado
Ela se cansou da admiração sem atrito, lacrimejava em orvalho,
pois amor lhe era proibido, não ser podada algo muito raro
Como esta rosa tão frágil pôde furar o pneu do meu carro?