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domingo, 26 de janeiro de 2014

Frangos escrotos


Ela o feriu.
Tirou toda a pena
Daquele frangalho

Depenado, dependente,
Bem não pensava
Queria sua pena de volta

Da janela eu fitava
Aquele frango pelado
Prum lado e pro outro
Com as vergonhas expostas

É ridículo que
As lágrimas dum frango
Vire goteira em minha cabeceira
Assim
Só consegue que lhe arranquem
Mais penas pelas costas

Já vi muito disso
Logo ele consegue a pena de uma galinha
Então não dormirei por mais um tempo
Porque daí ele começa a cantar,
Depois volta a ciscar.

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