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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Regresse à tua frente


Meu amor, volte-me e
Pare de bancar a retardada.
Faça esse cara parar
de bancar o retardado

Tua vida
Tem sido tão áspera
Que cegou
A faca que me cravou?

Pensei que me dera uma lição.
Aprendi por tanto pensar
E quando penso em lhe agradecer
A tua risada extravasa,
Sua despreocupação preocupa,
Teu coração ludibria seus olhos
(como quem olha fixamente a sombra que encosta ao fundo de uma caverna)

Questiona o significado de ser feliz
Como desculpas dadas.
Dá valor demais a isto.

Como tudo que se dá na vida
Só posso afirmar de mim.
E tenho em mim contido,
No corre dos dias tristes,
A vontade de ser criança,
Mas não volto.

Meu amor, volte-me e
Pare de bancar a retarda
Faça esse cara parar
de bancar o retardado.

Pensando que a vida renovou
Escolheu-me novamente
Em outro corpo
Como quem quer voltar a ser criança.
Me fode pensar que passara por dias tristes.

Era condição
Afundar-se no buraco
Que me tirou?
Pensei que me dera uma lição.

Não pense que meu amor é um regresso
Pois voltei para te lembrar
O rumo que traçara.
Na verdade só posso dizer isto
Por te encontrar no cruzamento
De mãos opostas

E tudo que poderá me dizer
É que isto é ciúmes,
Somente,
E nos dias de hoje,
Será seu único pensamento sensato.

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