Não interpretem como desmazelo,
Como apelo
Ou imaturidade,
Afinal, são poucas oportunidades.
Não é ser um porco,
Não é ser um torto,
Não é ser um morto.
Questão é que um corpo,
Atualmente, tem mais serventia que mil
Pensamento libertos,
Incertos
Feito amores e amargos
A ousar a aspiração dos pássaros
Mas, castigados
Por não serem fatigados,
E antes do primeiro engano
Nota quanto maior a afinação do canto
Mais caro dentro de uma gaiola
Do mundo ganhei dono
Honesto e um nome de santo
Meu mesmo, eu mesmo, só dentro da caxola
Que viaja sem destino
Clandestino
Sempre menino
Sempre a crescer
Sempre a aprender.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
terça-feira, 24 de junho de 2014
atrasados
Nunca senti gosto naquele ciclo patético.
A profecia era deles, mas eu sabia
Exatamente como acabaria.
O Sol já não era tempo,
Quem dava o tempo era um aplicativo.
Uma lâmpada,
Não a ideia.
Os dias então se tornaram iguais,
Previsíveis,
O mundo cabia numa privada
E as pessoas num umbigo.
Quando alguém no ponto,
Largava o iPhone e
Desandava a falar virava sinestesia.
As palavras saiam com formas de sites e
Cores de bandeiras.
Opinião assim era compartilhada.
A cerca da política, superficialmente,
Chutavam os planos certos para a sociedade
Como algo a concluir,
Porém, encaravam as suas vidas
Como se fossem eternas.
Depois, em orações,
Repetiam esta lógica, mas dizendo da alma.
Nunca uma vida amarga
Foi tão fácil de engolir
Alguns tentaram
Ajustar o relógio dessas pessoas
Para o tempo presente, porém,
Desconfiadas, elas passaram a esconder seus relógios.
Não diziam mais nem a marca.
Apenas resmungavam a verdade consentida
“Política e religião não se discute”.
Quem persistisse ganhava o título de louco,
Chato, briguento, enfim, inconveniente.
O resto voltava para suas vidas
De vender o ontem para pagar o hoje
E conformar-se de só lucrar
Quando não houver mais um amanhã para quitar,
Ou será o amanhã que tanto esperaram?
Ah, essa dúvida
Continuará sendo a maldita herança a
Ser passada de geração em geração.
A única herança que deixarão a seus filhos e
Matará os meus, mesmo
Muito antes de morrerem.
A profecia era deles, mas eu sabia
Exatamente como acabaria.
O Sol já não era tempo,
Quem dava o tempo era um aplicativo.
Uma lâmpada,
Não a ideia.
Os dias então se tornaram iguais,
Previsíveis,
O mundo cabia numa privada
E as pessoas num umbigo.
Quando alguém no ponto,
Largava o iPhone e
Desandava a falar virava sinestesia.
As palavras saiam com formas de sites e
Cores de bandeiras.
Opinião assim era compartilhada.
A cerca da política, superficialmente,
Chutavam os planos certos para a sociedade
Como algo a concluir,
Porém, encaravam as suas vidas
Como se fossem eternas.
Depois, em orações,
Repetiam esta lógica, mas dizendo da alma.
Nunca uma vida amarga
Foi tão fácil de engolir
Alguns tentaram
Ajustar o relógio dessas pessoas
Para o tempo presente, porém,
Desconfiadas, elas passaram a esconder seus relógios.
Não diziam mais nem a marca.
Apenas resmungavam a verdade consentida
“Política e religião não se discute”.
Quem persistisse ganhava o título de louco,
Chato, briguento, enfim, inconveniente.
O resto voltava para suas vidas
De vender o ontem para pagar o hoje
E conformar-se de só lucrar
Quando não houver mais um amanhã para quitar,
Ou será o amanhã que tanto esperaram?
Ah, essa dúvida
Continuará sendo a maldita herança a
Ser passada de geração em geração.
A única herança que deixarão a seus filhos e
Matará os meus, mesmo
Muito antes de morrerem.
terça-feira, 17 de junho de 2014
Dia sim, dia não
Escapou por pouco.
Com uns goles atrás de distância
Sai tropicando seu nome
Na hora da música errada e
Um beijo desafinado
Sem gosto de lua cheia.
Investi o que tinha
Quando menos tive.
Tentei lhe comprar com um sorriso frouxo
Algumas palavras moles
Uma mão boba
Mais o exemplo da madrugada
Que nos cercava
E termina sempre na mesma direção.
Não se conduz uma dança
Se você não consegue
Ao menos endireitar os passos.
Mas eu virava melhor as garrafas
Que, por sua vez, me viravam de volta.
E me equilibrava com um cigarro
Entre dedos
E não lembro bem
Abraçada a que impressão
Lhe fiz dormir,
Sem poder examiná-la
Sobre a luz clara da sobriedade.
Escapou no primeiro raio
Que abriu o dia na rua.
Permanecendo estranha
Ao eu que sente, mas, por momento
Parecia pedra.
Sagaz,
Conseguiu livrar-se daquele louco
Primeiro que eu.
Com uns goles atrás de distância
Sai tropicando seu nome
Na hora da música errada e
Um beijo desafinado
Sem gosto de lua cheia.
Investi o que tinha
Quando menos tive.
Tentei lhe comprar com um sorriso frouxo
Algumas palavras moles
Uma mão boba
Mais o exemplo da madrugada
Que nos cercava
E termina sempre na mesma direção.
Não se conduz uma dança
Se você não consegue
Ao menos endireitar os passos.
Mas eu virava melhor as garrafas
Que, por sua vez, me viravam de volta.
E me equilibrava com um cigarro
Entre dedos
E não lembro bem
Abraçada a que impressão
Lhe fiz dormir,
Sem poder examiná-la
Sobre a luz clara da sobriedade.
Escapou no primeiro raio
Que abriu o dia na rua.
Permanecendo estranha
Ao eu que sente, mas, por momento
Parecia pedra.
Sagaz,
Conseguiu livrar-se daquele louco
Primeiro que eu.
sábado, 7 de junho de 2014
Gertrudes, responde!
Gertrudes,
Será que sem esse seu truque,
Tal do facebook,
Teria essa atitude
Rude
Que em muito me ilude
Quando na inquietude
Procuro em perfis virtudes?
Será que sem esse seu truque,
Tal do facebook,
Teria essa atitude
Rude
Que em muito me ilude
Quando na inquietude
Procuro em perfis virtudes?
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Ouvia o que eram os carros
Enquanto bebia minha cerveja, já quente,
Brisando de leve na minha cama (que dia é hoje?)
Olhava para as páginas gastas do livro do desassossego
Pois todo o resto era caos.
Esqueci, meio de
propósito, o chão para varrer
Hegel, Focault e Hannah Arendt
Uns copos na pia para jogar água e
Alguns parentes para ter saudade
Como aquela gente que pulsa e respira
E enxerga sentido oculto nas coisas.
Mas, o gato teve sua ração na hora,
Não antes dele mesmo me lembrar disto.
Qual barulho é mais alto daqui do quarto,
O ronco do motor ou o do pneu rolando sobre o asfalto?
Passei mais quatro páginas, como costume,
Sem compreender o que li, então voltei as quatro.
O cigarro é aceso,
Corro procurar o cinzeiro antes de precisar da vassoura
E resgatar o ódio sobre meu relaxo.
Assim, os minutos são mais fáceis de controlar
Do que a garota de blusa azul que escreve poesias.
Acho que não estou só
Quantas almas peregrinam nessa tarde
Tão despercebidas quanto eu?
Que vivo a consumir para
Fugir de tudo que me consome.
Que tento sumir
De um mundo que não some.
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