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terça-feira, 17 de junho de 2014

Dia sim, dia não

Escapou por pouco.

Com uns goles atrás de distância
Sai tropicando seu nome
Na hora da música errada e
Um beijo desafinado
Sem gosto de lua cheia.

Investi o que tinha
Quando menos tive.
Tentei lhe comprar com um sorriso frouxo
Algumas palavras moles
Uma mão boba
Mais o exemplo da madrugada 
Que nos cercava
E termina sempre na mesma direção.

Não se conduz uma dança
Se você não consegue
Ao menos endireitar os passos.
Mas eu virava melhor as garrafas
Que, por sua vez, me viravam de volta.
E me equilibrava com um cigarro
Entre dedos
E não lembro bem 
Abraçada a que impressão
Lhe fiz dormir,

Sem poder examiná-la 
Sobre a luz clara da sobriedade.
Escapou no primeiro raio
Que abriu o dia na rua.
Permanecendo estranha
Ao eu que sente, mas, por momento
Parecia pedra.

Sagaz,
Conseguiu livrar-se daquele louco
Primeiro que eu.

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